"- E se agora acordasses miúdo e fazíamos uma surpresa à tua
mãe e ao teu pai, uma surpresa ao doutor já viste, eles iam todos gostar
E Luís Gustavo recorda-se, sabe lá porquê, que um dia viu um
livro que tinha um título a perguntar se eram os deuses astronautas, talvez
seja porque está a pensar onde andam os deuses quando a gente mais precisa, (…)
e repara que mais uma vez mexeram na
disposição das coisas do quarto(…) Diz-nos como é que fazemos Marco
E se a disposição do quarto é constantemente mexida, então obviamente
que será impossível que resista qualquer objecto imobilizado no mesmo sítio, e
convencido disto olha, mas a melódica está lá, no mesmo sítio
- O que é que faço com isto miúdo preciso que me digas
preciso que me guies (...)"
Um livro de alguma forma denso e penoso no conteúdo, mas maravilhoso.
Perdi-me na sua leitura a ponto de fazer parar um autocarro na paragem onde
esperava e, só perceber que ele tinha chegado porque, pela visão periférica, vi
algo branco e grande. Pior foi ver o condutor (que esperava) com expressão interrogativa/surpreendida, porventura a pensar quando é que resolveria largar a
leitura, porque tinha mais que fazer!
Boa semana!