sábado, 25 de abril de 2020

25 de Abril

Foto tirada por mim, em 25 de Abril de 2019

No ano de 1974 não estava em Lisboa e o impacto não foi sentido na verdadeira acepção da palavra. A idade que tinha não permitia ter noção concreta do sucedido. 

Com mais incidência, neste dia, pergunto-me que seria da minha pessoa, do meu EU, se este acontecimento não tivesse ocorrido.

O dia 25 de Abril de 2020, deveria ser comemorado em comunidade e poderia sê-lo, com todos os meios tecnológicos que temos ao dispôr. Contudo, vozes mais altas se levantam!

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Dia do livro

Fotografia tirada por mim


"Fazendo trejeitos de choro, Ditosa contou-lhes tudo o que Matias lhe havia guinchado. Zorbas lambeu-lhe as lágrimas e de repente deu consigo a miar como nunca fizera:
- Tu és uma gaivota. Nisso o chimpanzé tem razão (...) Todos gostamos de ti , Ditosa. E gostamos de ti porque és uma gaivota. Não te contradissemos quando ouvimos grasnar que és um gato, porque nos lisonjeia que queiras ser como nós; mas és diferente. Não pudemos ajudar a tua mãe, mas a ti sim. Protegemos-te desde que saíste de casa. Demos-te todo o nosso carinho sem nunca pensar em fazer de ti um gato. Queremos-te gaivota. Sentimos que também gostas de nós, que somos teus amigos, a tua família, e é bom que saibas que contigo aprendemos uma coisa que nos enche de orgulho: aprendemos a apreciar, a respeitar e a gostar de um ser diferente. É muito fácil aceitar e gostar dos que são iguais a nós, mas fazê-lo com alguém diferente é muito difícil, e tu ajudaste-nos a consegui-lo. És uma gaivota e tens que seguir o teu destino de gaivota. Tens que voar. Quando o conseguires, Ditosa, garanto-te que serás feliz, e então os teus sentimentos para connosco e os nossos para contigo serão mais intensos e belos, porque será a amizade entre seres totalmente diferentes."

História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar; Luis Sepúlveda, pp .92,93

No dia do livro não quis deixar de publicar um excerto deste lindo livro, acabando por homenagear , em simultâneo  o seu autor.

Companhia Musical do dia.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Tele qualquer coisa...

Foto tirada por mim.


Mas isto é teletrabalho, ou teletortura/telesadismo/telequalquercoisa com a mesma conotação?!

Dias inteiros frente a um computador que ainda por cima está lento – pois não haveria de estar- o pobre teve que engolir, de repente e sem maneiras,  as aplicações informáticas mais patetas do planeta, com toneladas de peso, a fim de dar o seu contributo para que o pais não se afunde - qual Titanic.  É natural que grite a plenos pulmões. Contudo, como não tem cordas vocais, faz psicossomática, ou seja, fica lentinho. São janelas que levam eternidades a abrir/fechar, são páginas que, de repente, começam a abrir que nem bolas de sabão, enfim!

Como se não bastasse,  a proprietária do pobrezinho, tira óculos, põe óculos, olha mais de perto, afasta-se, fica ali a meio caminho até encontrar um ponto de focagem. Às tantas, já não sabe se pode direccionar a retina para longe porque, os óculos são para perto e meia-distância, seja ela qual fôr, e de repente, o mundo ao longe fica baço…

Vamos então pôr uma música calminha, para ver se os ânimos alteram. Mas essa particularidade que costuma resultar em 99% das vezes, acaba por ficar na margem do 1%, significando por isso que estamos a entrar em estado de ebulição.

Para terminar, acho que no fim disto tudo, vamos todos a correr para o oftalmologista e eu, que sempre disse que em casa não entrava nada de trabalho, acabei por ter que me calar e de que maneira!


Resumindo, como se costuma dizer, “pela boca morre o peixe”!

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Ontem/ Hoje


Imagens retiradas da net

Ontem. 
Hoje.
  Resta amanhã que é ainda desconhecido.

Parafraseando a Directora Geral de Saúde, "na vida nada é certo"
O que antes era passado, transpôs-se para o presente, sendo que o aspecto positivo em tudo isto, é a inequívoca capacidade de adaptação do Ser Humano.

domingo, 19 de abril de 2020

MUSIC FOR HOPE


Das poucas leituras que tenho efetuado pela blogosfera, apercebi-me que existe uma reflecção sobre a condição do Ser Humano. O modo como interagia com o meio e com os pares e, a  expectativa da mudança.
Espero estar enganada, mas não tenho muita esperança nessa transformação. Contudo, a existir, que seja para melhor e, se assim fôr, pena que tantas vidas tenham sido perdidas e outras se seguirão. Mas, a história tem tendência a repetir-se.
Esta é uma grande homenagem a todos os que partiram sós!